
31/05/2012 @ 14:54
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Depois de um tempo você percebe que chorar não muda as coisas. Percebe que permanecer trancada no quarto, encarando o teto e esperando as coisas melhorarem, não faz com que os ponteiros do relógio parem ou se movam para trás. Percebe que noites em claro não são a solução para se livrar de sonhos ou pesadelos, pois estes te perseguem mesmo quando está de olhos abertos. Depois de um tempo você percebe que cortes no pulso não tornam o dia mais bonito ou mais claro, e que giletes não servem como antibióticos-contra-dor-interna. Percebe que a indiferença dói, mas não mata. Que um coração partido, nunca volta a ser o mesmo de antes, e que uma vez quebrada, a confiança não se regenera. Um dia você entende que chega uma hora na qual lutar se converte em sua própria derrota. Uma hora em que desistir, deixar partir, fugir, é a única alternativa. Você percebe que há momentos que duram uma fração de segundos, mas podem causar danos que durarão décadas. Depois de um tempo você entende que a palavra desistir é relativa, que o verbo esquecer é involuntário, e que amor nem sempre é plural, e que quando singular, dói. Você então percebe que a mês após mês, dia após dia, hora após hora… Você percebe que o tempo não é constante. Percebe que ele muda, que ele passa depressa, e que vai eternizando momentos, arrastando lembranças, sequestrando pessoas. Você percebe que mesmo sem viver, você sobrevive… Mesmo sem querer, você segue. Então percebe que quando esse “depois de um tempo” chega, você não sabe o que fazer. Percebe que talvez, nunca saberá.
— (15:33, belovesick)

30/05/2012 @ 21:33
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Tudo passa. Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: Isso também passa! Então perguntaram a ele o porquê disso, ele disse que era para que quando estivesse passando por momentos ruins, se lembrar de que eles iriam embora, que iriam passar, e que ele estava vivendo isso por algum motivo. Mas essa placa também era para lembrá-lo de que quando estivesse muito feliz, não deveria deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis viriam novamente. É exatamente disso que a vida é feita, momentos. Momentos que temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado. Nunca esquecendo do mais importante: nada nessa vida é por acaso.
— Diário de Chico Xavier (via ruadasaudade)

24/05/2012 @ 18:34
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Então, um belo dia alguém passa você para trás. E você sofre, chora, se desespera e pensa fulano-ou-fulana-me-paga. Você já deve ter ouvido que “a vingança é um prato que se come frio”. O mundo vai e vem, feito onda. E enquanto o mundo está indo e voltando você arquiteta seu belo e ardiloso plano. Pouco tempo depois coloca em prática, assiste a outra pessoa se ferrar e aplaude silenciosamente. No final do dia chega em casa, coloca a cabeça no travesseiro e tenta dormir. É agora que eu pergunto: adianta alguma coisa? Você se sente melhor exercitando a vingança? É saborosa? Falta pimenta ou sal?
— Clarissa Corrêa (via alcooltecimentos)

23/05/2012 @ 1:56
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E continuo. Apesar da saudade. Apesar de me sentir pela metade. Continuo porque é o que resta. Aprendi que se a gente não levar a vida, ela nos leva de qualquer jeito.
— Caio Fernando Abreu (via enflorescer)

21/05/2012 @ 19:56
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Queremos tanto de volta aqueles que ficaram pelo caminho ou até mesmo que abandonaram o barco, às vezes sem razão ou com um motivo nada convincente. Queremos tanto e por querer demais, esquecemos de nós e da vida linda que temos pela frente. Isso não é sobre não sentir saudades, é sobre viver a vida apesar das faltas.
— Diego Nunes (via querida-sabedoria)

19/05/2012 @ 16:53
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E quando você finalmente discar o meu número, ele estará ocupado demais ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender. E se você bater na minha porta ela estará muito trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos se encherão de lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos encantados, você encontrará a famosa solidão. A partir daí o que acontecerá, chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações acima é o tal tempo em que você tanto falava.
— Tati Bernardi. (via antigas-cartas)

19/05/2012 @ 16:49
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Então, você diz que me ama e na primeira oportunidade me deixa com o coração na mesma estrada em que começamos. Aí, eu, idiota, corro atrás dizendo que tu és minha vida. Você diz me perdoar - como se eu tivesse sido o errado -. Então, na primeira oportunidade, tu escapa e vem de vez em quando. Vem só quando lhe convém. Por que isso? Eu realmente te fiz algo de mal, ou você que acha graça em me maltratar? Vamos parar por aí… Sei que sou tolo, mas não sou cego - talvez cego de amor -. Você diz que realmente me ama, e na primeira briga, diz que vai embora sem um adeus. Diz que eu nunca mais vou te ver, tampouco te ter. Ora, que tipo de amor é esse? Que tipo de amor é esse que não é demonstrado e praticado? Ora, que amor é esse? O amor é realmente esse bicho de sete cabeças? O amor é realmente esse monstro quase imbatível? O amor realmente é isso om é ambíguo? O amor é o que, afinal? Você diz me amar, e acha que uma mensagem a cada mês é uma prova de amor. Você diz me procurar, mas quem me abandona é você, quem me perde é você. Você diz correr atrás, e acha que mentindo levará isso muito a diante. Você diz querer viver uma vida inteira comigo, mas no primeiro instante, sempre me deixa em segundo plano. Ora, que tipo de amor é esse? Que tipo de amor é o seu amor? Quer dizer… Se isso for amor. Que tipo de sentimento confuso é esse que tu tens? Era tudo tão bom e perfeito no começo, por que tu estragou isso? Você abandonou a chance e já não há tantas possibilidades assim. Ora, que tipo de amor é esse? Será que esse amor existe ou apenas estamos brincando de amar? Não morrerei sem você, meu bem, pois o amor é só um detalhe da minha felicidade.
— Alugue Felicidade, “Ora, que amor é esse?” (via antigas-cartas)